Há dias ando com vontade de falar sobre alguns bafhos que estão rolando na blogsfera envolvendo algumas pessoas que admiro e outras nem tanto. Mas, ao invés de citar nomes vou falar o que penso e isso é só uma questão de opinião. Tenho a minha assim como vocês amigas que me visitam tem as suas e o que vale é o respeito de ambas né?
O post tá grande e, se você estiver com paciência, senta que lá vem a história... rs
COMO ENTREI DE CABEÇA NA WEB
Pois bem, tenho blog desde 2000 e de lá para cá já se passaram 11 anos e isso não é pouco tempo. Nesse intervalo estudei Comunicação Social e me habilitei em Jornalismo. Por isso, antes de ser blogueira digo que o meu maior compromisso é como jornalista. Por isso é que, mesmo que eu escreva sobre assuntos considerados fúteis pelos pseudo-intelectuais, não abro mão de ler, pesquisar e trazer o melhor que posso para quem me acompanha por aqui.
Meu blog antigo chamava-se Lany Felicity e foi criado em 1999 e era hospedado em um site hoje já extinto. Em 2006 mudei para o blogspot com o nome de Flores no Deserto que foi criado com a intenção de ser um diário pessoal, um espaço só meu para expor sentimentos, meu dia a dia e expressar minhas opiniões. Quem vê os primeiros posts vai observar que ele sempre trouxe muito de músicas, textos e versos - alguns meus outros não - que diziam como eu me sentia naquele momento. Os dias mais tristes passaram e comecei a falar sobre as coisas que me chamavam atenção, sobre filmes, séries, livros, moda, comportamento e sobre mim. Afinal, nunca deixou de ser um diário pessoal né?
O BOOM DOS BLOGS
Os blogs então, há mais ou menos uns três anos atrás, começaram a bombar, algumas blogueiras passaram a ter mais destaque e a ser paparicadas por marcas e empresas que viam naquelas pessoas - gente como a gente e, por conseqüência, um elo entre eles e seus públicos - a proximidade que lhes faltava. Achava super legal esse prestígio que os blogs que eu gostava estavam desfrutando. Mas... como acontece com tudo que é bom, algo se perdeu no caminho e as coisas começaram a se desvirtuar.
De olho nesse prestígio, muitos novos blogs surgiram e uma grande parte deles com a única intenção de ganhar destaque e a atenção das marcas, exclusivamente isso. Boas ideias, originalidade, algo a dizer? Que nada, tudo isso se perdeu e o que era importante virou apenas detalhe.
É por isso que hoje, diariamente nos deparamos com gente ganhando destaque e esbanjando 300 mil e 510 seguidores apenas com posts que falam de produtos e sorteios sem mais nada a acrescentar. Que fique claro, não sou contra esse tipo de blog, mas acho que esse não é um único objetivo de um, ou pelo menos não deveria ser. E sabe por que? Porque, para mim, não adianta ter essa porrada de seguidores se eles não estão nem aí para a blogueira, nem pro que ela pensa, não confiam nas suas resenhas misteriosamente sempre positivas e apenas ligam pro que ela sorteia? Essa é a nova forma de comprar amigos? É uma relação muito vazia. Eu acho!
ACORDA ALICE!?
Por isso que eu digo que não tenho leitoras, mas sim amigas. Porque é assim que me sinto em relação a todas as meninas fofas que são carinhosas comigo, comentam e dedicam um pouquinho do tempo delas para ler o que eu escrevo aqui e, com certeza, há reciprocidade da minha parte. Porque tem muita blogueira que, só porque sorteia produtos, se acha no direito de dar ataques de estrelismo e de tratar mal quem faz uma pequena crítica ou pergunta.
Pelo contrário, já conheci tanta gente interessante nesses anos que, apesar da distância física, divido várias coisas da minha vida com elas através do blog, mas não é uma exposição pela mera exposição. Porque tem blogueiras do tipo: olha minha bolsa Chanel de bilhões de dinheirinhos nova e o meu vestido Daslu que eu comprei ontem com o dinheurinho q eu não suei pra ganhar. Tô Deusa? Essas são incapazes de responder os coments se eles não forem críticas e nem de interagir com as leitoras. Aquilo é apenas uma vitrine narcisista. É como se o mundo delas não tivesse nada de ruim e elas não queiram se contaminar. São Alices, cada uma imersa no seu universo particular, no seu país das maravilhas.
Nada contra essas meninas, mas o foda é que esse tipo de atitude acaba influenciando um monte de gente a ter a impressão de que elas nunca tem TPM, nem um bad hair day, nem problemas com dinheiro, que a vida é só champs, glamour e que isso é que é felicidade. E o pior, fazendo a gente acreditar que elas é que são perfeitas e que o legal é ser assim. O ruim é que muita gente acaba endeusando essas pessoas e aí, mais uma vez, a coisa desvirtua e vira bagôuunça.
GUERREIRAS DO DIA A DIA
Acho legal e presto muito mais atenção é em quem trabalha, estuda, tem estágio, anda com a grana curta e mesmo assim tem tempo e determinação pra ser antenada e ter estilo pessoal. Porque com $ sobrando néam, a dificuldade de montar looks é mínima. Acho digno quem garimpa araras em fast fashion e mistura com peças de marcas - porque não? - e fazem looks totalmente HI-LO e acessíveis, contudo, não menos estilosos.
Isso sim é que é criatividade, isso é o que me inspira de verdade. Ver gente como eu que rala pra caramba e compartilha comigo a felicidade de investir seu rico dinheirinho em pequenos luxos de vez em quando também, porque afinal, somos todas filhas de Deus né?
A GRAMA DO VIZINHO É VERDE, MAS TÁ PINTADA
Acho a moda brasileira e seus estilistas muito boa, mas não é todo mundo que vai a um jantar qualquer com o marido e pode ir escolher um vestido na Glória Coelho especialmente para aquela ocasião, não é verdade? Amigas, não se enganem, nem elas vivem do jeito que querem mostrar que vivem. É tudo fachada. Tem blogueira por aí que a sogra é dona de boutique e a maioria das peças que ela usa pra fazer as fotos não são suas, e sim da loja, mas ela jamais admite isso. Ou seja, a grama do vizinho é mais verde do que a minha, mas é maquiada, não é real.
Tem florzinha que só usa peças tão caras porque ganha das lojas e, por isso, tem obrigação de falar bem da marca. Abrem mão da sua opinião própria porque se não for assim, perdem os jabás. Mas é um lance bem contraditório, afinal, ter um blog pessoal é, sobretudo, para emitir a sua opinião sobre as coisas e ainda ter o poder de decidir sobre o que falar.
INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA OU JABÁ?
Não estou dizendo que sou contra que as blogueiras recebam mimos, presentes e informações em primeira mão para repassar às suas leitoras. Como jornalista entendo perfeitamente que os blogs tem assumido um papel importante para o marketing e que as blogueiras são sim formadoras de opinião. Agora para mim, mimo e presente é muito diferente de jabá.
Quem estuda jornalismo sabe que a palavra jabá tem um tom pejorativo muito forte no meio. Traduzindo: jabá é uma informação comprada ou vendida. Não é livre, nem espontânea e pega mal pra quem faz, embora haja o retorno econômico porque a pessoa está sendo paga pra falar bem.
Embora os mais radicais afirmem que é tudo a mesma coisa. Para mim existe uma linha tênue entre presentes e jabá e isso vai muito com o bom senso da blogueira ou a falta dele. Juro pra vocês que existem meninas que fazem um post falando maravilhas de marca tal e depois mandam o print para as assessorias dizendo: olha esse post que fiz da sua marca e seus produtos, meu blog tem tantos seguidores, você me dá presentes e eu continuo falando bem deles.
Pô Lany, mas se eu não aceitar jabá como vou faturar com meu blog?
Tem muitas formas de fazer isso de uma maneira mais clara, menos mascarada e deixando o seu leitor saber o que te agradou mesmo, o que é a sua opinião e o que é publicidade.
O BOM EXEMPLO
A Lia Camargo do Just Lia faz isso muito bem e de forma ética, na minha opinião. Até bem pouco tempo ela trabalhava duro na Capricho e depois na Gloss e, ainda assim, seu blog tinha milhares de acessos diários. Só agora é que, com 11 anos de blog é que ela deixou a Gloss para se dedicar ao Just Lia em tempo integral. E sabe porque a cito como um bom exemplo? Porque a Lia é sincera, ela não quer enganar ninguém dizendo que comprou o que ela na verdade ganhou. Ela fala! Não tenta ser o que não é ou tenta dizer que tem o que não tem.
Quem conhece o blog da Lia sabe que quando ela ganha presentes posta no twitpic e que ela fala realmente o que pensa, diz se gosta ou não gosta e elege seus preferidos. Quando ela ganha dinheiro para falar sobre determinado assunto os post são diferenciados dos demais e tem a tag Publicidade informando para os leitores do que se trata. Tudo muito claro, transparente e objetivo. Como acho que deve ser essa relação.
O melhor da Lia - nossa boa moça - é que ela fala de muitas e muitas coisas, não única e exclusivamente do que comprou, onde comeu, que festa foi. Ela tem opinião, a expressa com propriedade e não deixa a gente pensando que a vida dela é perfeita, que ela só tem dias bons e o que o bom humor anda sempre no nível máximo.
Por isso, ela é na minha opinião uma das pessoas jovens mais influentes da internet brasileira nos dias de hoje. Por isso o blog dela bomba, tanto de acessos quanto em relação à qualidade do conteúdo. Por isso ela escolheu criteriosamente as meninas maravilhosas que são suas colaboradoras e fazem o Just Lia ser um dos blogs mais interessantes do momento, há muito mais de 3 anos sempre no topo. E isso amigas, no mundo da internet e da fugacidade e instantaneidade, é um recorde.
E vocês o que pensam sobre isso tudo? Quero saber a opinião de todas tá?
bjo (^__^)




















